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dc.contributor.advisorCoeli, Claudia Medina-
dc.contributor.authorMalhão, Thainá Alves-
dc.date.accessioned2022-09-28T13:09:15Z-
dc.date.available2022-09-28T13:09:15Z-
dc.date.issued2017-
dc.identifier.citationMALHÃO, Thainá Alves. Diabetes e gênero: diferenças na mortalidade, prevalência e modificação de efeito do status socioeconômico. 2017. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) – Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2017.-
dc.identifier.urihttp://sr-vmlxaph03:8080/jspui/handle/123456789/10829-
dc.description.abstractA presente tese de doutorado foi desenvolvida considerando que o termo sexo é definido como a caracterização genética e anátomo-fisiológica dos seres humanos, fazendo parte da constelação de fatores que compõem o termo gênero. O gênero, por sua vez, constitui uma construção sociocultural que está relacionada às diferenças relacionais e de poder estabelecidas entre mulheres e homens historicamente. Portanto, transcende a questão biológica e envolve diversos elementos como identidade, valores, prestígio, regras, normas, comportamentos, sentimentos, entre outros. Como a informação registrada nas bases de dados analisadas nesta tese era referente ao sexo e não ao gênero, buscou-se avaliar se já pode ser observada, nas estatísticas brasileiras de mortalidade por diabetes mellitus, a mudança da preponderância do sexo feminino para um padrão de igualdade, ou mesmo de predomínio do sexo masculino e investigar a presença de efeito modificador do status socioeconômico na associação entre sexo e prevalência de diabetes mellitus tipo 2. Entretanto, considerando que durante a vida o fato de ser homem ou mulher produz riscos distintos, algumas vezes tendo o fator biológico um peso maior e, em outros momentos, predominando a questão socioeconômica e cultural, incluiu-se uma discussão sobre gênero e saúde na introdução e nos dois artigos elaborados, justificando o termo gênero presente no título da tese. Artigo 1: Objetivo: Avaliar o padrão de mortalidade por diabetes mellitus (DM), no Brasil, de 1980 a 2012, segundo sexo. Método: Estudo ecológico de séries temporais. Seleção de óbitos por DM, em adultos com 20 anos ou mais de idade, no Sistema de Informações sobre Mortalidade, utilizando tanto a abordagem de causas básicas (1980 a 2012), quanto a de múltiplas causas de óbito (2001 a 2012). Cálculo dos coeficientes de mortalidade padronizados para população mundial por idade (ASMR), segundo sexo. Uso da análise de regressão log-linear joinpoint para identificação dos anos em que ocorreram mudanças significativas na tendência e para estimativa da variação percentual anual da mortalidade. Resultados: Entre 1980 e 2012, o ASMR entre os homens aumentou de 20,8 para 47,6 por 100.000 habitantes (aumento de 2,9% ao ano), e entre as mulheres de 28,7 para 47,2 por 100.000 habitantes (aumento de 1,7% ao ano). Em relação à análise de múltiplas causas de óbito, entre 2001 e 2012, o ASMR aumentou de 76,1 para 95,6 por 100.000 habitantes (aumento de 2,4% ao ano), entre os homens, e de 83,7 para 93,3 por 100.000 habitantes (aumento de 1% ao ano), entre as mulheres. Conclusão: Os resultados encontrados sugerem que a mudança da preponderância feminina para um padrão de igualdade, ou mesmo de predomínio masculino, já pode ser observada nas estatísticas brasileiras de mortalidade. Artigo 2: Objetivo: Investigar a presença de efeito modificador do status socioeconômico (SSE) na associação entre sexo e prevalência de diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Métodos: Estudo observacional, do tipo transversal, com 14.156 servidores públicos, com idade entre 35 e 74 anos, de seis capitais brasileiras, participantes da linha de base do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), realizado entre 2008 e 2010. Estimou-se a prevalência de DM2 bruta e ajustada por idade, segundo sexo e classe social da ocupação (marcador de SSE), empregando modelos lineares generalizados com distribuição binomial e função de ligação logaritmo neperiano. Esse modelo também foi usado para a estimativa das razões de prevalência (RPs) de DM2, ajustando para faixa etária, raça e escolaridade materna e tendo como referências o sexo feminino e a alta classe social da ocupação. O efeito modificador da classe social da ocupação na associação entre sexo e prevalência de DM2 foi medido na escala multiplicativa e aditiva. Resultados: Observou-se maior prevalência masculina de DM2, em todos os estratos de classe social da ocupação, embora sem significância estatística na baixa classe social da ocupação. O sexo masculino foi associado a uma RP maior em 66% (RP=1,66; IC95%: 1,44-1,90), 39% (RP=1,39; IC95%: 1,02-1,89) e 28% (RP=1,28; IC95%: 0,94-1,75), na alta, média e baixa classe social da ocupação, respectivamente. Também se verificou um efeito modificador negativo da classe social da ocupação na associação entre sexo e DM2 na escala multiplicativa. Conclusão: Os resultados encontrados sugerem que o status socioeconômico atua como modificador de efeito na associação entre sexo e DM2, indicando que as desigualdades em saúde entre homens e mulheres não incidem da mesma forma em todos os estratos de classe social da ocupação. Em síntese, verificaram-se diferenças de sexo na prevalência e mortalidade por diabetes mellitus no Brasil, com indicação de preponderância masculina nos dois desfechos avaliados. As razões definitivas para essas diferenças permanecem incertas e necessitam de estudos adicionais. No entanto, esses resultados apontam que, para a prevenção, diagnóstico e gestão desse agravo à saúde devem ser estimuladas políticas públicas e ações focalizadas na diminuição das assimetrias de gênero, colocando em evidência que as relações socioculturais historicamente construídas entre homens e/ou mulheres não são determinadas biologicamente, sendo passíveis de mudança.-
dc.publisherRio de Janeiro: UFRJ / Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, 2017.pt_BR
dc.subjectEpidemiologiapt_BR
dc.subjectEpidemiologypt_BR
dc.subjectMortalidadept_BR
dc.subjectMortalitypt_BR
dc.subjectEstudos de Séries Temporaispt_BR
dc.subjectTime Series Studiespt_BR
dc.subjectModelos Estatísticospt_BR
dc.subjectModels Statisticalpt_BR
dc.subjectPrevalênciapt_BR
dc.subjectPrevalencept_BR
dc.subjectDiabetes Mellituspt_BR
dc.subjectSaúde de Gêneropt_BR
dc.subjectGender and Healthpt_BR
dc.subjectFatores Socioeconômicospt_BR
dc.subjectSocioeconomic Factorspt_BR
dc.subjectFatores de Riscopt_BR
dc.subjectRisk Factorspt_BR
dc.titleDiabetes e Gênero: Diferenças na mortalidade, prevalência e modificação de efeito do status socioeconômicopt_BR
dc.TypeThesispt_BR
dc.contributor.advisorcoBaltar, Valéria Troncoso-
dc.contributor.memberCabral, Cristiane da Silva-
dc.contributor.memberGriep, Rosane Harter-
dc.contributor.memberAlencar, Gizelton Pereira-
dc.contributor.memberPinheiro, Rejane Sobrino-
dc.description.abstractenThis doctoral thesis was developed considering that the term sex is defined as the genetic and anatomical-physiological characterization of humans, being part of the constellation of factors that make up the term gender. On the other hand, gender constitutes a socio-cultural construction which is related to the relational and power differences established historically between women and men. Therefore, the gender transcends the biological question and involves several elements such as identity, values, prestige, rules, norms, behaviors, feelings, among others. As the information recorded in the databases analyzed was related to sex and not to gender, this thesis aims to evaluate if diabetes mellitus in Brazil has changed from a pattern of higher mortality among the female sex compared to male sex to equality or even male predominance and investigate the presence of effect modification of socioeconomic status (SES) on the association of sex with diabetes mellitus type 2 (DM2) prevalence. However, considering that during life the fact of being a man or woman produces distinct risks, sometimes having the biological factor a greater weight and, at other times, predominating the socioeconomic and cultural question, a discussion on gender and health was included in the introduction and in the two articles elaborated, justifying the term gender present in the title of the thesis. Article 1: Aims: to evaluate the pattern of mortality from diabetes mellitus (DM) in Brazil by sex, from 1980 to 2012. Methods: An ecological, time-series study. Selection of deaths from DM in adults aged 20 years or older, from Brazilian Mortality Information System, using underlying cause of death (1980 to 2012) and multiple causes of deaths (2001 to 2012) approaches. Calculation of age-standardized mortality rates (ASMR) to the world population, according to sex. Use of a log-linear joinpoint regression to evaluate trends in ASMR and to estimate the annual percentage change in mortality. Results: From 1980 to 2012, the ASMR has increased from 20.8 to 47.6 per 100,000 for men (increment of 2.9% per year) and from 28.7 to 47.2 per 100,000 for women (increment of 1.7% per year). Considering DM as the multiple causes of deaths approach, from 2001 to 2012, the ASMR has increased from 76.1 to 95.6 per 100,000 for men (increment of 2.4% per year), and from 83.7 to 93.3 per 100,000 (increment of 1% per year) for women. Conclusions: The results of this study suggest that DM in Brazil has changed from a pattern of higher mortality among women compared to men to equality or even male predominance. Article 2: Aims: to evaluate the presence of effect modification of socioeconomic status (SES) on the association of sex with diabetes mellitus type 2 (DM2) prevalence. Methods: A cross-sectional observational study with data from 14,156 public servants, aged 35-74 years, from six Brazilian state capitals, participants of the baseline of the Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brazil), conducted between 2008 and 2010. The crude and age-adjusted prevalence of DM2, according to sex and social class of occupancy (SES marker), were estimated using generalized linear models with binomial distribution and neperian logarithm function. This model was also used to estimate prevalence ratios (PR) of DM2, adjusting for age group, race, and maternal education and taking as references the female and the high social class occupation. The modifying effect of the social class of occupation on the association between sex and prevalence of DM2 was measured in the multiplicative and additive scale. Results: There was a higher male prevalence of DM2 in all strata of the social class of the occupation, although not statistically significant in the low social class of occupation. The male sex was associated with a higher PR in 66% (PR = 1.66, 95% CI: 1.44- 1.90), 39% (PR = 1.39, 95% CI: 1.02-1.89) and 28% (PR = 1.28, 95% CI: 0.94-1.75), respectively, in the high, middle and low social class of the occupation. There was also a negative effect modification of the social class of the occupation on the association between sex and DM2 on the multiplicative scale. Conclusion: The results suggest that socioeconomic status acts as an effect modifier in the association between sex and DM2, indicating that health inequalities between men and women do not affect equally all strata of the social class of the occupation. In summary, there were sex differences in diabetes mellitus prevalence and mortality in Brazil, with an indication of male preponderance in the two outcomes evaluated. The definitive reasons for these differences remain uncertain and require further studies. However, these results point out that for prevention, diagnosis and management of this health problem, public policies and actions focused on reducing gender asymmetries should be encouraged. It is necessary to emphasize that socio-cultural relations between men and/or women are historically constructed and not biologically determined. So, there is room to change.-
Appears in Collections:TCCs, Teses e Dissertações defendidas em Instituições Externas



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