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dc.contributor.advisorTomazelli, Jeane Glaucia-
dc.contributor.authorMotta, Carolina Steinhauser-
dc.date.accessioned2026-07-23T13:40:10Z-
dc.date.available2026-07-23T13:40:10Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.citationMOTTA, Carolina Steinhauser. Avaliação do Unidos pela Cura como estratégia de detecção precoce do câncer em crianças e adolescentes no município do Rio de Janeiro. 2025. 153 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva e Controle do Câncer) – Instituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/18207-
dc.description153 f. : il. color., graf., tab.pt_BR
dc.description.abstractO câncer é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos no Brasil. É uma doença de ocorrência rara, não havendo medidas de prevenção efetivas. O diagnóstico precoce é fundamental para o aumento das chances de cura. O Unidos pela Cura (UPC) é a estratégia para promoção do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil no município do Rio de Janeiro, implementada em 2005 de forma colaborativa entre gestores públicos, profissionais da saúde e sociedade civil. Objetivo: avaliar o alcance da estratégia na promoção do diagnóstico precoce do câncer infantil. Método: estudo realizado no período do de 2010 a 2021 e estruturado em quatro etapas: (i) estudo descritivo transversal com dados do registro UPC, analisando o percurso até a chegada no polo de investigação, com avaliação de cinco indicadores: a) proporção de unidades básicas de saúde (UBS) que encaminharam casos, b) proporção de UBS com casos confirmados, c) proporção de casos confirmados, d) taxa de identificação de casos por UBS e e) proporção de casos agendados para investigação em 72 horas; (ii) estudo descritivo transversal com o perfil de pacientes registrados no Registro Hospitalar de Câncer do INCA e análise do tempo entre diagnóstico e tratamento; (iii) estudo observacional de coorte retrospectivo de pacientes pediátricos atendidos no INCA no período do estudo. Considerou-se exposto crianças e adolescentes provenientes do fluxo UPC e não expostos aquelas provenientes de outras origens. Os desfechos considerados foram mortalidade em 12 meses, presença de metástase e número de serviços procurados antes da matrícula no serviço de Oncologia Pediátrica do INCA. Foi também quantificado os diferentes intervalos de tempo até o início do tratamento. iv) elaboração de um Relatório Técnico Conclusivo com os principais achados e recomendações da pesquisa. Resultados: a partir do banco UPC, foi identificado o aumento do número de casos suspeitos ao longo dos anos (2010 - 70 casos e 2021 - 254 casos), entretanto o número de casos confirmados foi estável. O tempo mediano de encaminhamento entre registro no UPC e agendamento no polo de investigação foi de 3 dias e entre início dos sintomas e agendamento no polo de investigação de 44,5 dias. Entre os indicadores avaliados, destaca-se que 89,5% das UBS no município do Rio de Janeiro encaminharam casos. O estudo do RHC identificou uma mediana de 193,3 casos registrados, sendo a maioria diagnosticados com tumores sólidos. O estudo de coorte não identificou associação entre os desfechos de interesse entre expostos e não expostos. O tempo mediano entre início dos sintomas e início do tratamento ajustado identificado pelos expostos na coorte foi de 93 dias, também sem diferença estatisticamente significativa entre os não expostos. Conclusão: a estratégia desempenhou papel importante na organização de uma rede integrada de cuidados. Seu crescimento e sustentabilidade ao longo dos anos demonstraram a efetividade de uma estratégia construída de forma dialogada entre gestores, profissionais de saúde e sociedade civil. No entanto, não foi possível identificar diferença de desfechos entre os expostos ao UPC e não expostos. O tempo global até o início do tratamento também permanece elevado, evidenciando que um fluxo bem definido não foi suficiente para impactar nos tempos e que ainda são necessárias ações para fortalecimento da estratégia UPC. Por fim. foram propostas cinco recomendações, para o fortalecimento da estratégia.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.subjectDetecção Precoce de Câncerpt_BR
dc.subjectEarly Detection of Cancerpt_BR
dc.subjectDetección Precoz del Cáncerpt_BR
dc.subjectPolítica de Saúdept_BR
dc.subjectHealth Policypt_BR
dc.subjectPolítica de Saludpt_BR
dc.subjectSaúde da Criançapt_BR
dc.subjectChild Healthpt_BR
dc.subjectSalud Infantilpt_BR
dc.subjectCriançapt_BR
dc.subjectChildpt_BR
dc.subjectNiñopt_BR
dc.subjectAdolescentept_BR
dc.subjectAdolescentpt_BR
dc.titleAvaliação do Unidos pela Cura como estratégia de detecção precoce do câncer em crianças e adolescentes no município do Rio de Janeiropt_BR
dc.TypeDissertationpt_BR
dc.contributor.affilliationInstituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro, RJ, Brasilpt_BR
dc.contributor.advisorcoRibeiro, Caroline Madalena-
dc.contributor.advisorcoFerman, Sima Esther-
dc.contributor.memberJomar, Rafael-
dc.contributor.memberGomes, Maria Auxiliadora-
dc.degree.departmentCoordenação de Ensinopt_BR
dc.degree.programPrograma de Pós-graduação Stricto Sensu em Saúde Coletiva e Controle do Câncerpt_BR
dc.degree.localRio de Janeiropt_BR
dc.terms.abstractCancer is the leading cause of disease-related death among children and adolescents aged 1 to 19 years in Brazil. It is a rare disease, and there are no effective preventive measures nowadays. Early diagnosis is crucial to increase the chances of a cure. Unidos pela Cura (UPC) is the strategy for promoting early diagnosis of childhood cancer in Rio de Janeiro, implemented in 2005 through a collaborative effort among public administrators, healthcare professionals, and civil society. Objective: Assess the reach of the strategy in promoting early diagnosis of childhood cancer. Method: A study conducted from 2010 to 2021, structured into four stages: (i) A cross-sectional descriptive study using data from the UPC registry, analyzing the path of arrival at the investigation center and assessing five indicators: a) share of primary health care units (UBS) that referred cases, b) share of UBS with confirmed cases, c) share of confirmed cases, d) case identification rate by UBS, and e) share of cases scheduled for investigation within 72 hours; (ii) A cross-sectional descriptive study profiling patients registered in the INCA Hospital Cancer Registry and analyzing the time between diagnosis and treatment; (iii) A retrospective cohort observational study of pediatric patients treated at INCA during the study period. Children and adolescents referred through the UPC flow were considered exposed, while those from other sources were considered unexposed. The considered outcomes were 12-month mortality, presence of metastasis, and number of healthcare services visited before registration in INCA’s Pediatric Oncology service. Multiple time intervals until the start of treatment were also quantified. (iv) Develop a final technical report with the most important findings and research recommendations. Results: Based on the UPC database, an increase in the number of suspected cases was observed over the years (70 cases in 2010 and 254 cases in 2021), however the number of confirmed cases remained stable. The avarage time from registration in the UPC to scheduling at the investigation center was 3 days, and from symptom onset to scheduling was 44.5 days. Among the evaluated indicators, it is notable that 89.5% of UBS in Rio de Janeiro referred cases. RHC study found an avarage of 193.3 registered cases, most diagnosed with solid tumors. The cohort study didn't found association between the outcomes of interest for exposed versus unexposed patients. The median time from symptom onset to the start of adjusted treatment among exposed patients in the cohort was 93 days, with no statistically significant difference compared to unexposed patients. Conclusion: The strategy played an important role in organizing an integrated care network. Its growth and sustainability over the years demonstrated the effectiveness of a strategy built through dialogue among managers, healthcare professionals, and civil society. However, no differences were identified between patients exposed and unexposed to UPC. The overall time until treatment initiation also remains high, showing that a well-defined flow alone was not enough to impact timelines and that further actions are still needed to strengthen the UPC strategy. Finally, five recommendations were proposed to reinforce the strategy.pt_BR
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