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Título: Triagem diagnóstica da hepatopatia da fibrose cística
Título(s) alternativo(s): Diagnostic screening of liver disease in cystic fibrosis
Autor(es): Fagundes, Eleonora Druve Tavares
Roquete, Mariza Leitão Valadares
Penna, Francisco José
Reis, Francisco José Caldeira
Duque, Cristiano Guedes
Palavras-chave: Fibrose Cística
Cystic Fibrosis
Hepatopatias
Liver Diseases
Prevalência
Prevalence
Data do documento: 2002
Editor: Jornal de Pediatria
Citação: FAGUNDES, Eleonora Druve Tavares et al. Triagem diagnóstica da hepatopatia da fibrose cística. Jornal de Pediatria, v. 78, n. 5, p. 389-396, 2002.
Resumo: Determinar a prevalência de alterações clínicas e bioquímicas sugestivas de hepatopatia na população de fibrocísticos atendidos no ambulatório de fibrose cística do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, descrever o grupo de hepatopatas e compará-lo com o de não-hepatopatas, em relação a diversas variáveis clínicas e laboratoriais. Métodos: estudo descritivo, resultante da avaliação prospectiva e, parcialmente, retrospectiva de 106 fibrocísticos. A doença hepá tica foi definida pela presença de hepatomegalia (>2,5cm da reborda costal direita) firme, e/ou esplenomegalia, e/ou aumento persistente e significativo (>1,5 vezes o limite superior da normalidade, por pelo menos seis meses) de pelo menos duas das enzimas hepáticas (AST, ALT, GGT e FA). Resultados: hepatomegalia foi verificada em sete pacientes (6,6%), e esplenomegalia em cinco (4,7%). A atividade da AST mostrou-se alterada em 18,9% dos pacientes, ALT em 9,4%, GGT em 11,3% e FA em 46,2%. Elevações significativas e persistentes das enzimas hepáticas ocorreram em nove pacientes (8,5%). Dez fibrocísticos (9,4%) preencheram os critérios de hepatopatia. Foram excluídas outras causas de doença hepática. A média de idade dos pacientes com alterações sugestivas de hepatopatia foi de 7,7 anos. Houve predominância absoluta do sexo masculino. Todos os pacien tes permanecem assintomáticos. Conclusões: a prevalência da hepatopatia associada à fibrose cística foi de 9,4%. A maior freqüência de elevações transitórias e pouco significativas das enzimas hepáticas é bem documentada na literatura. A sua significância como preditor de hepatopatia ainda não foi determinada. No entanto, esses achados ressaltam a necessi dade de avaliações seqüenciais para a definição dos casos de hepa topatia na fibrose cística.
Descrição: p. 389-396.: tab. p&b.
URI: https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/10215
ISSN: 1678-4782
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