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Title: Craniotomia acordado sob anestesia venosa multimodal e anestesia regional para ressecção de glioma difuso: relato de caso
Authors: Lemos Neto, Sylvio Valença de
Gonzaga, Gabriela Queiroz Amorelli
Keywords: Anestesia Intravenosa
Anesthesia, Intravenous
Craniotomia
Craniotomy
Craneotomía
Glioma
Neurocirurgia
Neurosurgery
Sedação Consciente
Conscious Sedation
Sedación Consciente
Issue Date: 2024
Publisher: INCA
Citation: GONZAGA, Gabriela Queiroz Amorelli. Craniotomia acordado sob anestesia venosa multimodal e anestesia regional para ressecção de glioma difuso. relato de caso. Trabalho de Conclusão de Curso (Programa de Residência Médica em Anestesiologia) — Instituto Nacional de Câncer (INCA), Rio de Janeiro, 2024.
Abstract: Introdução. Tumores cerebrais perto das áreas eloquentes são indicações da realização de craniotomia acordada. A craniotomia acordada foi originalmente usada para pacientes com epilepsia e estabelecida para outras patologias. Diversas técnicas anestésicas têm sido usadas. Relataremos um caso de paciente submetida a craniotomia acordada com glioma difuso frontoparietoinsular. Relato do Caso. Paciente feminina, 38 anos, 72 kg, ASA II, sem comorbidades prévias. Três meses antes diagnóstico através RMI volumosa formação expansiva-infiltrativa frontoinsular esquerda com 0,7 cm, sugerindo glioma de baixo grau, sem déficits neurológicos. Sem medicação pré-anestésica monitorada com cardioscópio, pressão arterial não invasiva, oxímetro, capnografia nasal e índice bispectral. Injetado 40 μg fentanil, 60 mg lidocaína, e iniciada infusão venosa alvo-controlada de propofol 1% dose de 0,6 a 1 μg/mL (modelo de Schneider), dexmedetomidina em bomba infusora 0,3 μg/kg/h, ajustadas para manter o escore de Ramsay entre 2 e 3. Bloqueio couro cabeludo com ropivacaína a 0,5% e lidocaína a 1% para analgesia perioperatória. Paciente despertada para respostas verbais e limitar ressecção. Hemodinamicamente estável, cirurgia durou 180 minutos. Final da cirurgia encaminhada ao CTI. Discussão. O grande diferencial da craniotomia acordada é a capacidade de monitorar a função cerebral do paciente durante a cirurgia. Em procedimentos que envolvem áreas motoras, sensoriais ou de linguagem, a estimulação direta do cérebro pode ser realizada enquanto o paciente permanece consciente, permitindo a identificação de possíveis danos a essas áreas. Isso contribui para uma maior precisão na remoção de tumores ou lesões, preservando a funcionalidade do paciente após a cirurgia. O principal objetivo dessa abordagem cirúrgica é maximizar a ressecção da lesão enquanto preserva áreas cerebrais essenciais, como as regiões motoras, somatossensoriais e de linguagem. Conclusão. A craniotomia acordada pode ter benefícios para pacientes submetidos à ressecção de tumor com menor tempo de cirurgia, menor tempo de permanência no CTI, menos déficits neurológicos, e possibilidade de ser submetido a quimioterapia e radioterapia para cura de tumor. Propofol, dexmedetomidina, diazepam, fentanil e bloqueio do couro cabeludo com ropivacaína e lidocaína fornecem condições confiáveis para o mapeamento cerebral intraoperatório, evitando lesões neurológicas ou motoras.
Description: 18 f.: il. color.
URI: https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/17241
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