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Title: Lactobacillus crispatus: o guardião da saúde vaginal
Authors: Santana, Daniela Alves
Silva, Debora Santos da
Instituto Nacional de Câncer (INCA), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Cruz, Thiago de Souza
Medrado, Leandro
Keywords: Lactobacillus crispatus
Neoplasias do Colo do Útero
Uterine Cervical Neoplasms
Neoplasias del Cuello Uterino
Vagina/microbiologia
Vagina/microbiology
Vagina/microbiología
Papilomavírus Humanos
Human Papillomavirus Viruses
Virus del Papiloma Humano
Issue Date: 2026
Citation: SILVA, Debora Santos. Lactobacillus crispatus: o guardião da saúde vaginal. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Habilitação em Citopatologia) - Instituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro, 2026.
Abstract: A microbiota vaginal desempenha um papel central na manutenção da saúde ginecológica, sendo composta predominantemente por espécies do gênero Lactobacillus. Estas bactérias são essenciais para a homeostase do trato reprodutivo feminino, especialmente Lactobacillus crispatus, que se destaca pela estabilidade ecológica e elevada capacidade de adesão ao epitélio. Sua função protetora ocorre por meio da produção de ácido lático, peróxido de hidrogênio e bacteriocinas, substâncias que mantêm o pH vaginal entre 3,5 e 4,5, criando um ambiente desfavorável à proliferação de microrganismos patogênicos. O desequilíbrio dessa comunidade, denominado disbiose, caracteriza-se pela redução de lactobacilos e está fortemente associado à inflamação crônica, que favorece a persistência do Papilomavírus Humano (HPV), contribuindo para a progressão de lesões cervicais e aumentando o risco de desenvolvimento do câncer do colo do útero. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, reunindo estudos publicados entre 2002 e 2025 nas bases PubMed, SciELO, LILACS, BVS, usando Google Acadêmico como ferramenta de buscas e o Rayyan como ferramenta de filtro. Foram utilizados os descritores “microbiota vaginal”, “Lactobacillus crispatus”, “papilomavírus humano” e “câncer cervical”, combinados com os operadores booleanos AND e OR. A inteligência artificial auxiliou na triagem, organização e síntese das evidências selecionadas. Os estudos analisados demonstram que microbiotas dominadas por L. crispatus estão associadas à menor persistência do HPV, menor risco de desenvolvimento de lesões intraepiteliais escamosas e maior estabilidade imunológica local. Em contrapartida, a disbiose promove inflamação persistente, favorecendo a progressão neoplásica. Ensaios clínicos indicam que probióticos contendo L. crispatus podem atuar como terapia adjuvante, contribuindo para a regressão de lesões de baixo grau e para a depuração viral. Em síntese, o Lactobacillus crispatus representa um importante biomarcador de saúde vaginal e um potencial agente preventivo na carcinogênese cervical. Contudo, sua implementação clínica ainda requer padronização de cepas, aprimoramento metodológico e a realização de ensaios multicêntricos de longo prazo que comprovem sua eficácia. O avanço dessas pesquisas poderá contribuir significativamente para o desenvolvimento de estratégias mais eficazes de prevenção do câncer do colo do útero.
Description: 28 f. : il. color.
URI: https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/18055
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